Panetones

panetone

Uns anos atrás eu já tinha tentado fazer panetone. Era uma receita que passou na Ana Maria, e a propaganda era incrível! Mas não gostei. A massa ficou seca e sem graça.

Este ano me inspirei para tentar novamente. Pesquisei receitas e depois de ficar em dúvida entre duas, resolvi uni-las! Queria uma massa macia, úmida, saborosa, natural (sem essência) e com muitaaasss frutas!! Ainda mais depois que descobri que fruta cristalizada é chuchu e mamão verde tingidos! Queria fruta de verdade.

Então escolhi a uva passa preta e branca, damascos, ameixas e tâmaras.

O que falta ainda é a tal da fermentação natural. Mas essa vai ficar para o ano que vem 🙂

O resultado honestamente me surpreendeu! Depois de comer uma fatia, logo em seguida veio na memória o sabor do panetone comprado e como me pareceu forte! Esse tem um sabor suave mas marcante, sem agredir o paladar. Cheio de frutas “de verdade” e com a massa super úmida! Me rendi…

Confiram as fotos e façam suas encomendas!!

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E aqui, um outro detalhe das frutas na massa… OMG!!

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Muffin de cenoura

Eu reconheço em mim uma certa tendência a enantiodromia.

E antes que me chamem de maluca, aqui vai um pouco de cultura psicológica 😛

Segundo o Wikipedia:

Enantiodromia (do grego ἐνάντιος, enantios, oposto + δρόμος, dromos, pista de corrida) é um termo criado pelo filósofo Heráclito para o conceito de que uma grande força em uma direção gera uma força no sentido oposto. Foi reformulado pelo psicanalistaCarl Jung para ser aplicado ao inconscientequando em conflito com os desejos da mente consciente. Platão, também defende o mesmo princípio em sua obra Phaedo ao escrever que: “Tudo surge desse modo, opostos criando opostos”.

Ou então, como encontrei aqui: simplesmente “Passar para o outro oposto”.

Por que estou dizendo isso?

Porque eu adoro bolos doces, cheios de coberturas, com recheios ricos e todo tipo de coisas açucaradas. Sério, eu gosto muito disso tudo. Mas eu sei os males todos causados pelo excesso de açúcar, gordura, corantes, conservantes, etc causam. Então não consigo só fazer bolos “doces” e confeitados. No meu delicado equilíbrio culinário, eu preciso ir até o outro oposto e fazer um bolo bem natureba, meio que para compensar o excesso de outro.
Acho que já melhorei bastante, pois contabilizando tudo, consigo fazer muito mais coisas saudáveis do que as açucaradas.

Outro detalhe sobre essa questão dos opostos e do excesso de açúcar, é a formação do paladar do meu filho. É claro que eu não ofereço uma fatia de um bolo todo confeitado para ele. O máximo que faço é dar uns pedacinhos, de massa apenas, quando ele pede. Por isso, pelas minhas convicções, e pela insistência gigantesca do meu esposo na questão do excesso de açúcar, eu venho desenvolvendo uma linha de produtos mais saudáveis e naturais.

Esse muffin de cenoura veio então para acompanhar nosso café durante a semana. Ele é feito com farinha integral, açúcar mascavo e não leva leite ou manteiga. Por isso, eu ofereço um desses para meu filho com tranquilidade, pois sei que ele está comendo uma coisa saudável e gostosa!

E surpreendam-se! Fica incrivelmente úmido, macio, e com gosto de CENOURA!

Nunca vi muita graça nos bolos de cenoura, pois não sentia o gosto de cenoura no bolo. Até experimentei reduzir o açúcar e aumentar a quantidade de cenoura, mas mesmo assim, para mim não tinha gosto de cenoura.
Então quando vi a receita desse muffin, o que chamou a atenção foi a questão da maciez e da umidade. Qual não foi a surpresa ao experimentar que esse era um “bolo” que realmente tem gosto de cenoura!! Ohh, que maravilha!!! Ainda com uns pedacinhos de nozes na massa, ficou incrível!

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Bolo de chocolate e frutas vermelhas

Já tem uns dias que tenho visto uma receita que dizem ser do melhor bolo de chocolate de sempre.

Essa história de “melhor bolo de chocolate” já é quase um mito. Em Portugal existe uma loja que se chama ” O melhor bolo de chocolate do mundo”. Ouvi falar desse bolo enquanto ainda estava no Brasil e a curiosidade foi crescendo. Quando fui experimentar, tive um misto de desapontamento e surpresa. Desapontamento porque para mim aquillo não é um “bolo” de verdade. A massa é uma espécie de suspiro de chocolate, e o recheio uma mousse. Para quem for de São Paulo, e quiser provar, eles tem uma filial por lá. A surpresa foi porque mesmo aquilo não sendo um “bolo” (dentro dos meus parâmetros classificatórios de bolo), ainda era muito bom!

Depois conheci o bolo de chocolate da Landeau Chocolate. Que foi eleito pela Time Out o melhor bolo de chocolate de Lisboa. O engraçado é que a história da proprietária é ligeiramente parecida com a minha. Uma profissional de outra área, que fazia bolos para ter uma grana extrar e depois do concurso resolveu abrir seu próprio negócio. Acho que preciso de um concurso! 😛
Enfim, o bolo! Esse já é um bolo “de verdade”, com massa mais tradicional. Também é muito bom, mas não me chamou muito a atenção.

Então, sempre que vejo algo do tipo “o melhor de sempre”, eu quero testar para ver realmente se é verdade. Para os cupcakes eu já encontrei o melhor cupcake de chocolate, este aqui da foto:

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Mas ainda faltava um bolo para poder dizer que era o melhor, apesar de que eu acho que é muito provável que surjam outros 🙂 Por isso, no quesito “melhor de sempre”, para o meu paladar, essa massa que fiz está divina!

Para completar a loucura chocolática, recheei com ganache de chocolate meio amargo.

Mas como eu adoro contrastes de sabores, para quebrar a monotonia, optei por fazer a cobertura de frutos vermelhos. Adoro o azedinho que eles trazem! E este é mais um bolo que entra para a categoria OMG (ohh my God!).

Adorei o resultado e aproveitei para me divertir na confeitagem. Espia só:

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E o resultado final foi esse:

 

 

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Um bolo leve, com um sabor marcante de cacau, doce na medida, com constraste de sabores e, viciante! Eu me seguro e mesmo assim se deixar como uns 5 pedaços num dia :X

Uma coisa que aprendi com esse bolo é que ele fica MUITO melhor em temperatura ambiente. A massa fica muito mais fofa, a ganache derrete na boca e a cobertura azedinha aerada finaliza a explosão de sabores!

E vocês, tem algum prato ou bolo que é o “melhor de sempre”?

Pães

Como assim a Doutora dos Bolos também faz pão?

Pois é minha gente, nem só de bolos a gente vive 🙂

O pão é um dos principais alimentos aqui em casa pois comemos no café da manhã e também no lanche da noite, já que não temos costume de jantar.

Morando em Curitiba, sem carro e meio longe de tudo, muitas vezes tivemos que pegar o ônibus apenas para ir comprar pão, principalmente nos finais de semana, o que era extremamente chato, pois queríamos descansar e aproveitar o dia. Então eu mais do que depressa coloquei a mão na massa e me aventurei no mundo dos pães.

Fiquei uns 3 ou 4 meses fazendo a mesma receita, de diversas maneiras, para entender a “ciência” da coisa. Depois começei a incrementar e por último tenho testado a adição de novos ingredientes.

Minha última experimentação foi um pão feito com leite de quinoa (ou quinua).

Para quem não conhece, a quinoa tem essa cara aqui:

 Fonte: http://www.seedguides.info/quinoa/quinoa-seeds.jpg

A quinoa é um pseudocereal muito rico em carboidratos e proteínas, além de vitaminas e minerais. Li até em alguns sites que seu valor nutritivo é comparado ao do leite materno (!?). Enfim, não sou muito de me prender a certos detalhes pois acredito que o que vale é ter uma alimentação variada. O fato é que a quinoa é uma excelente escolha para quem opta por uma alimentação vegetariana, pois é uma das melhores fontes de proteína vegetal que temos.

Ao usar o leite de quinoa no pão, minha intenção era enriquece-lo nutricionalmente, pois além de todos os benefícios, meu filho adora pão! Então nada como dar um “up” na alimentação de forma saudável.
Além disso usei o gersal ( que nada mais é que uma mistura de gergelim tostado e sal na proporção de 9 para 0,5, respectivamente), uma mistura de farinha de trigo branca, integral e de centeio, ovo caipira e açúcar mascavo orgânico.

O resultado foi um pão super leve, com pouquíssimo sal, saudável e delicioso!

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Para mais opções de pães, confiram aqui.  😉