Ciência de bolos – Emulsificante

De bolos vocês devem ter visto que temos qualquer coisa, mas e de doutora?

Conforme contei um pouco da minha experiência aqui, o mestrado na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos me ajuda bastante na cozinha. Tanto na escolha de receitas que vou testar, como na avaliação da qualidade do que produzo.

Senti necessidade de escrever um pouco sobre isso pois a qualidade das coisas que faço é um dos diferenciais que tenho. Mas de nada adianta ser diferente se as pessoas não entenderem ou perceberem essa diferença, não é mesmo?

Vou tentar ser o mais simples possível, mas deixarei as referências bibliográficas caso alguém queira se aprofundar no assunto!

Então meus amigos, vamos estudar um pouquinho? 🙂

O que é um bolo afinal?

Tudo começa com uma emulsão: A massa de bolo é basicamente uma emulsão de gordura em água, (uma mistura bem complexa) composta por bolhas e um mix de ovo-açúcar-água-gordura na qual são dispersas partículas de farinha de trigo. Quando assamos o bolo, o aumento de temperatura, pressão de vapor de água e taxa de formação de dióxido de carbono resultam na expansão da massa. Aumento adicional de temperatura causa gelatinização do amido e coagulação de proteínas, ou seja, forma-se a estrutura do bolo!

E o que é uma emulsão?

Falando de maneira bem simples: emulsão é a mistura heterogênea de um líquido que não se mistura com o outro, mas que quando emulsionados, ficam bem misturadinhos, dando a impressão que são uma coisa só, mas na verdade não são!

O exemplo mais simples: água e óleo. Se colocarmos num mesmo copo, eles não se misturam, mas se processarmos de uma maneira específica (um processo físico como o batimento mais a adição de um agente emulsificante), os dois podem parecer que estão misturados. Mas não estão, eles apenas formaram uma emulsão. Vejam só alguns exemplos de alimentos processados que são emulsões: creme de leite, manteiga, margarina, maionese (quem nunca perdeu a maionese caseira no liquidificador por acrescentar óleo a mais? Quebra da emulsão!), salsicha, sorvetes, bolos, chocolates, sendo que o leite e a gema de ovo são considerados emulsões naturais.   

E uma das maneiras de se avaliar a qualidade da emulsão formada é pela sua estabilidade. 

Vocês já estão percebendo onde quero chegar?

Se a massa de bolo é uma emulsão, e a qualidade da emulsão é avaliada pela sua estabilidade, por aqui já temos uma noção de porque alguns bolos crescem lindamente e depois murcham, e porque outros crescem e assim se mantém. Tudo por causa da qualidade da emulsão!

Um bolo é produzido normalmente com altos teores de carboidratos ( açúcar e farinhas com altos teores de amido), bem como de gorduras saturadas (manteiga, margarina, gordura vegetal hidrogenada), e a “cola” que mantém tudo isso misturadinho são os agentes emulsificantes, como os ovos ou aditivos.

Ou aditivos.

E agora vem o meu questionamento. Se uma massa (emulsão) pode ser feita com o uso de ovos, ou outro produto naturalmente existente que contenha proteína (pois é ela que faz esse papel de agente emulsionante), por que então usar um aditivo sinteticamente produzido?

A resposta? O preço!

Para vocês terem uma noção: um pote de emulsificante de 100g (que dá para fazer centenas de bolos), custa R$3,39. Com esse valor, não dá nem para comprar uma dúzia de ovos aqui em Curitiba!

É claro que não é somente isso, tecnicamente falando, existem inúmeras outras vantagens como: padronização do produto, estrutura de miolo homogênea, maior tempo de vida de prateleira, maior incorporação de ar na massa (você então compra ar a preço de bolo $$), superfície lisa e homogênea.

Masss… Para mim sempre tem o mas. O que você preferiria comer? Estearoil-2 lactil lactato de cálcio, ou ovos?
Comer alguma coisa que não tem efeitos adversos conhecidos (ainda), ou algo produzido pela natureza, ou seja, natural gente!

Pagar mais barato e comer ar a preço de bolo ou pagar um pouco mais e saber o que você está comendo, a maneira que foi feita, com uma maior qualidade nutricional?

Ao meu ver, os emulsificantes nas massas de bolos nem são o maior problema. Para mim o pior são as coberturas! Mas isso fica para um próximo post!

Qualquer dúvida, podem me escrever ou comentar 😉

Referências:

BOLO CONTENDO FUBÁ, ÓLEO E PASTA DE GERGELIM E AMIDO
RESISTENTE: CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS E TECHNOLÓGICAS1

Souza et al. Bolo contendo fubá, óleo e pasta de gergelim e amido resistente: características sensoriais e technológicas. Revista Agrotecnologia, Anápolis, GO, PrP/UEG  v. 3, n. 2, p. 108 – 124, 2012 DOI: 10.12971/2179-5959.v03n02a09

Santos, L. V. Emulsificantes – modo de ação e utilização nos alimentos. Trabalho acadêmico disponível em: http://quimicadealimentos.files.wordpress.com/2009/08/emulsificantes-e28093-modo-de-acao-e-utilizacao-nos-alimentos.pdf

Gutkoski, Luiz Carlos, Teixeira, Débora Marli de Freitas, Durigon, Angelise, Ganzer, Ana Gabriela, Bertolin, Telma Elita, & Colla, Luciane Maria. (2009). Influência dos teores de aveia e de gordura nas características tecnológicas e funcionais de bolos. Food Science and Technology (Campinas)29(2), 254-261. Retrieved March 05, 2014, from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612009000200003&lng=en&tlng=pt. 10.1590/S0101-20612009000200003.

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Mississíppi Cake

Ganhei meu primeiro livro de bolos! Presente de Natal da minha madrinha 🙂

E resolvi testar logo a primeira receita do livro. Mississíppi Cake! Confesso que me deixo seduzir pelas fotos, por isso, para mim, todas as receitas deveriam vir com fotos!

Como o nome indica, é um bolo típico do sul dos Estados Unidos. E conforme pesquisei, é um bolo que sempre faz sucesso e é delicioso até o último pedaço! Por enquanto, estamos confirmando tudo isso 🙂

O resultado foi maravilhoso! Um bolo tipo brownie, mas mais húmido e macio. Com uma cobertura irresistível. Até o meu pai que não é fã de bolo de chocolate provou e gostou.

É um bolo diferente. É até difícil explicar o que o deixa diferente. A massa é densa mas ao comer uma fatia não temos aquela sensação de ter comido um bolo pesado. O cacau 100% e o chocolate na massa e depois na cobertura fazem toda a diferença. Adoro cobertura que vai chocolate “de verdade”!

Confiram as fotos!

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Gostou? É só encomendar! 🙂

Um pouco de história e informação

Depois da experiência na feira do empreendedorismo materno, senti necessidade de contar um pouco da história de como surgiu a Doutora dos Bolos e que tipo de empresa queremos ser.

Me chamo Iris, me formei em Medicina Veterinária pela UFPR em 2006. Em 2009 concluí meu mestrado em Ciência dos Alimentos pela UEL. Tive um problema de saúde e resolvi me dar um tempo para experimentar outras possibilidades. Vendi cookies e cupcakes na loja da minha irmã, fiz bicos como florista em decoração de casamentos. Depois fui para Portugal, me casei, entrei no doutorado em Biotecnologia pela FCT-UNL. Engravidei, meu filho nasceu e depois de uma experiência traumática de 2 meses na creche eu resolvi largar o doutorado.

No intervalo da licença maternidade, participei de 2 workshops de decoração de bolos com pasta de açúcar. Testava e levava o bolo para partilhar com os colegas na faculdade, até que começaram as encomendas. Meu marido me incentivou e sugeriu o nome. Já que eu estava no doutorado, porque não criar a Doutora dos Bolos? Eu relutei, fiquei com receio de ficar um pouco arrogante. Mas depois pensei e afinal, era a minha história, não tem nada de arrogante nisso, então aceitei e criei a página no facebook.

Quem acompanha um pouco do blog já reparou que eu faço bolos decorados, confeitados, mas também faço coisas integrais, com pouco açúcar e mais “naturebas”, alguns até vegan. Isso é porque sou assim, adoro coisas bonitas e doces, mas também tenho um lado “saudável”.

Mas uma coisa que não abro mão é de ingredientes de qualidade. Por exemplo: achocolatado não entra na minha cozinha. Todos os bolos/cupcakes/muffins de chocolate são feitos com cacau 100%. Achocolatado tem muito mais açúcar que chocolate, e eu gosto de sentir o sabor de verdade das coisas, então sempre procuro usar ingredientes puros e de qualidade.

Outro exemplo é com relação ao emulsificante. Poderia fazer uma descrição enorme aqui sobre a definição de emulsão, o que são e para que servem emulsificantes, vantagens e desvantagens, mas aí eu perderia o foco, então isso fica para um outro post. O fato é que eu não gosto e não utilizo emulsificante nenhum por aqui. Nem em massas e muito menos em coberturas!

Sobre gorduras: existe por aí uma coisa que chama glacê mármore, que é feito basicamente com açúcar, claras e gordura vegetal hidrogenada. Eu nunca provei, dizem ser gostoso. Mas só de pensar na gordura vegetal me dá arrepios. Não tenho nada contra quem use, é mais um gosto pessoal e questão de coerência. Se eu não gosto/não como, eu também não sirvo para os meus clientes. Gordura vegetal por aqui só na pasta americana e olha lá…

Alimentos integrais: até onde eu sei não existe nada ainda que regulamente a quantidade mínima de farinha de trigo integral que deve conter um alimento para ser considerado “integral”. Por aqui, o mínimo que uso é 50%. Menos que isso para mim já é enrolação. E já estou esperta também com determinadas marcas de farinha de trigo, pois algumas tem a incrível cara de pau de pegar farinha branca e adicionar farelo de trigo e chamar de farinha de trigo integral! Me revolta! Na minha opinião a Anvisa é bem vaga ao determinar o que é farinha de trigo integral, mas basicamente tem a ver com o tamanho dos grãos (granulometria) da farinha. Mas convenhamos, é bem diferente você moer um grão de trigo inteiro num tamanho maior e você refinar uma farinha (tirando grande parte dos nutrientes) e depois acrescentar um farelo que é basicamente fibra, vocês não acham?

Descobri que é cada vez mais difícil encontrar ingredientes puros. Creme de leite por exemplo. Vocês já pararam para ler os ingredientes das embalagens? Nem vou mencionar os de caixinha pois esses são os piores. Mas entre os frescos, só conheço uma marca que é única e exclusicamente creme de leite. As outras todas tem sempre algum espessante, seja carragena ou gelatina. Fico me perguntando onde iremos parar assim.
Leite: a preferência é sempre pelo de saquinho. Os de caixinha são cheios de sódio!

Orgânicos: sempre que possível eu utilizo ingredientes orgânicos. Fubá e açúcar mascavo já tem lugar cativo. Ovos caipira também. Açúcar cristal, quinoa real, morangos, cenouras, bananas, entre outros também costumam ser sempre orgânicos.

Conservantes: nada do que produzo leva qualquer tipo de conservante.

Ainda tem muito chão para andar nesse caminho, mas fica aqui um pouquinho de quem somos e do que buscamos 🙂

Feira do Empreendedorismo Materno

A primeira vez que li sobre a Feira do Empreendedorismo Materno de Curitiba, organizada pela Maternarum, foi em setembro. Mas bem no dia da feira eu estaria visitando minha família, então não pude comparecer. 

Quando vi que haveria uma outra edição ainda este ano não hesitei em garantir a participação como expositora. 

Pensei em tudo com muito cuidado e carinho. Desde a toalha, encomendada com minha querida afilhada Dágela (Fantasy), toda prendada e delicada. Até a disposição das coisas na mesa, com dicas pra lá de importantes das meninas da Só Quero Festa, que também foram umas fofas e me emprestaram o prato onde coloquei o bolo de rosas que fez o maior sucesso! Como resultado da nossa parceria, fiz para elas um bolo coberto com pasta de açúcar para complementar a linda decoração que elas elaboraram para o seu stand! 

Meu único receio era com relação a quantidade de alimentos que eu deveria fazer. 

Apostei nos muffins, cupcakes, bolos confeitados, panetones/chocotones e cookies. Também fiz alguns brigadeiros especiais (frutos vermelhos e paçoca) e um bolo de fubá orgânico (porque hoje em dia todos os fubás do mercado são transgênicos). 

Vejam algumas fotos! 

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Detalhe da toalha linda e da mesa montada:

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E o bolo de massa de amendoa com recheio de damasco, nozes e ganache de chocolate meio amargo. Cobertura de buttercream de merengue, minha favorita!! 

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Também quero agradecer a Kamila pela arte toda do logo, cartões de visita e etiquetas, eu adorei e achei super original! Muito obrigada Kamila!!! Obrigada em conjunto ao Crispim pelo apoio logístico no dia da feira! 

Obrigada a minha mãe, pois sem ela eu não teria conseguido fazer nem dois panetones! 

Obrigada ao meu esposo, companheiro e apoiador. ❤ 

E obviamente, ao meu pequeno, pois se não fosse por ele, acho que não teria criado a coragem necessária para empreender. Hoje sei a diferença entre informar-se e empoderar-se e me sinto cada vez mais empoderada, graças a força e amor que ele me dá!

Obrigada ao meu pai, minhas irmãs, tias, primos, amigas, clientes que sempre me incentivaram com elogios a cada novo doce que eu inventava. 

Que seja a primeira de muitas!! 

 

Panetones

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Uns anos atrás eu já tinha tentado fazer panetone. Era uma receita que passou na Ana Maria, e a propaganda era incrível! Mas não gostei. A massa ficou seca e sem graça.

Este ano me inspirei para tentar novamente. Pesquisei receitas e depois de ficar em dúvida entre duas, resolvi uni-las! Queria uma massa macia, úmida, saborosa, natural (sem essência) e com muitaaasss frutas!! Ainda mais depois que descobri que fruta cristalizada é chuchu e mamão verde tingidos! Queria fruta de verdade.

Então escolhi a uva passa preta e branca, damascos, ameixas e tâmaras.

O que falta ainda é a tal da fermentação natural. Mas essa vai ficar para o ano que vem 🙂

O resultado honestamente me surpreendeu! Depois de comer uma fatia, logo em seguida veio na memória o sabor do panetone comprado e como me pareceu forte! Esse tem um sabor suave mas marcante, sem agredir o paladar. Cheio de frutas “de verdade” e com a massa super úmida! Me rendi…

Confiram as fotos e façam suas encomendas!!

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E aqui, um outro detalhe das frutas na massa… OMG!!

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Muffin de cenoura

Eu reconheço em mim uma certa tendência a enantiodromia.

E antes que me chamem de maluca, aqui vai um pouco de cultura psicológica 😛

Segundo o Wikipedia:

Enantiodromia (do grego ἐνάντιος, enantios, oposto + δρόμος, dromos, pista de corrida) é um termo criado pelo filósofo Heráclito para o conceito de que uma grande força em uma direção gera uma força no sentido oposto. Foi reformulado pelo psicanalistaCarl Jung para ser aplicado ao inconscientequando em conflito com os desejos da mente consciente. Platão, também defende o mesmo princípio em sua obra Phaedo ao escrever que: “Tudo surge desse modo, opostos criando opostos”.

Ou então, como encontrei aqui: simplesmente “Passar para o outro oposto”.

Por que estou dizendo isso?

Porque eu adoro bolos doces, cheios de coberturas, com recheios ricos e todo tipo de coisas açucaradas. Sério, eu gosto muito disso tudo. Mas eu sei os males todos causados pelo excesso de açúcar, gordura, corantes, conservantes, etc causam. Então não consigo só fazer bolos “doces” e confeitados. No meu delicado equilíbrio culinário, eu preciso ir até o outro oposto e fazer um bolo bem natureba, meio que para compensar o excesso de outro.
Acho que já melhorei bastante, pois contabilizando tudo, consigo fazer muito mais coisas saudáveis do que as açucaradas.

Outro detalhe sobre essa questão dos opostos e do excesso de açúcar, é a formação do paladar do meu filho. É claro que eu não ofereço uma fatia de um bolo todo confeitado para ele. O máximo que faço é dar uns pedacinhos, de massa apenas, quando ele pede. Por isso, pelas minhas convicções, e pela insistência gigantesca do meu esposo na questão do excesso de açúcar, eu venho desenvolvendo uma linha de produtos mais saudáveis e naturais.

Esse muffin de cenoura veio então para acompanhar nosso café durante a semana. Ele é feito com farinha integral, açúcar mascavo e não leva leite ou manteiga. Por isso, eu ofereço um desses para meu filho com tranquilidade, pois sei que ele está comendo uma coisa saudável e gostosa!

E surpreendam-se! Fica incrivelmente úmido, macio, e com gosto de CENOURA!

Nunca vi muita graça nos bolos de cenoura, pois não sentia o gosto de cenoura no bolo. Até experimentei reduzir o açúcar e aumentar a quantidade de cenoura, mas mesmo assim, para mim não tinha gosto de cenoura.
Então quando vi a receita desse muffin, o que chamou a atenção foi a questão da maciez e da umidade. Qual não foi a surpresa ao experimentar que esse era um “bolo” que realmente tem gosto de cenoura!! Ohh, que maravilha!!! Ainda com uns pedacinhos de nozes na massa, ficou incrível!

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Bolo de chocolate e frutas vermelhas

Já tem uns dias que tenho visto uma receita que dizem ser do melhor bolo de chocolate de sempre.

Essa história de “melhor bolo de chocolate” já é quase um mito. Em Portugal existe uma loja que se chama ” O melhor bolo de chocolate do mundo”. Ouvi falar desse bolo enquanto ainda estava no Brasil e a curiosidade foi crescendo. Quando fui experimentar, tive um misto de desapontamento e surpresa. Desapontamento porque para mim aquillo não é um “bolo” de verdade. A massa é uma espécie de suspiro de chocolate, e o recheio uma mousse. Para quem for de São Paulo, e quiser provar, eles tem uma filial por lá. A surpresa foi porque mesmo aquilo não sendo um “bolo” (dentro dos meus parâmetros classificatórios de bolo), ainda era muito bom!

Depois conheci o bolo de chocolate da Landeau Chocolate. Que foi eleito pela Time Out o melhor bolo de chocolate de Lisboa. O engraçado é que a história da proprietária é ligeiramente parecida com a minha. Uma profissional de outra área, que fazia bolos para ter uma grana extrar e depois do concurso resolveu abrir seu próprio negócio. Acho que preciso de um concurso! 😛
Enfim, o bolo! Esse já é um bolo “de verdade”, com massa mais tradicional. Também é muito bom, mas não me chamou muito a atenção.

Então, sempre que vejo algo do tipo “o melhor de sempre”, eu quero testar para ver realmente se é verdade. Para os cupcakes eu já encontrei o melhor cupcake de chocolate, este aqui da foto:

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Mas ainda faltava um bolo para poder dizer que era o melhor, apesar de que eu acho que é muito provável que surjam outros 🙂 Por isso, no quesito “melhor de sempre”, para o meu paladar, essa massa que fiz está divina!

Para completar a loucura chocolática, recheei com ganache de chocolate meio amargo.

Mas como eu adoro contrastes de sabores, para quebrar a monotonia, optei por fazer a cobertura de frutos vermelhos. Adoro o azedinho que eles trazem! E este é mais um bolo que entra para a categoria OMG (ohh my God!).

Adorei o resultado e aproveitei para me divertir na confeitagem. Espia só:

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E o resultado final foi esse:

 

 

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Um bolo leve, com um sabor marcante de cacau, doce na medida, com constraste de sabores e, viciante! Eu me seguro e mesmo assim se deixar como uns 5 pedaços num dia :X

Uma coisa que aprendi com esse bolo é que ele fica MUITO melhor em temperatura ambiente. A massa fica muito mais fofa, a ganache derrete na boca e a cobertura azedinha aerada finaliza a explosão de sabores!

E vocês, tem algum prato ou bolo que é o “melhor de sempre”?

Pães

Como assim a Doutora dos Bolos também faz pão?

Pois é minha gente, nem só de bolos a gente vive 🙂

O pão é um dos principais alimentos aqui em casa pois comemos no café da manhã e também no lanche da noite, já que não temos costume de jantar.

Morando em Curitiba, sem carro e meio longe de tudo, muitas vezes tivemos que pegar o ônibus apenas para ir comprar pão, principalmente nos finais de semana, o que era extremamente chato, pois queríamos descansar e aproveitar o dia. Então eu mais do que depressa coloquei a mão na massa e me aventurei no mundo dos pães.

Fiquei uns 3 ou 4 meses fazendo a mesma receita, de diversas maneiras, para entender a “ciência” da coisa. Depois começei a incrementar e por último tenho testado a adição de novos ingredientes.

Minha última experimentação foi um pão feito com leite de quinoa (ou quinua).

Para quem não conhece, a quinoa tem essa cara aqui:

 Fonte: http://www.seedguides.info/quinoa/quinoa-seeds.jpg

A quinoa é um pseudocereal muito rico em carboidratos e proteínas, além de vitaminas e minerais. Li até em alguns sites que seu valor nutritivo é comparado ao do leite materno (!?). Enfim, não sou muito de me prender a certos detalhes pois acredito que o que vale é ter uma alimentação variada. O fato é que a quinoa é uma excelente escolha para quem opta por uma alimentação vegetariana, pois é uma das melhores fontes de proteína vegetal que temos.

Ao usar o leite de quinoa no pão, minha intenção era enriquece-lo nutricionalmente, pois além de todos os benefícios, meu filho adora pão! Então nada como dar um “up” na alimentação de forma saudável.
Além disso usei o gersal ( que nada mais é que uma mistura de gergelim tostado e sal na proporção de 9 para 0,5, respectivamente), uma mistura de farinha de trigo branca, integral e de centeio, ovo caipira e açúcar mascavo orgânico.

O resultado foi um pão super leve, com pouquíssimo sal, saudável e delicioso!

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Para mais opções de pães, confiram aqui.  😉

Cupcake de Batata Doce

Pois é minha gente, batata doce!

Inspirada pelos pães com raízes (mandioca, inhame e cenoura – confere aqui) que andei fazendo, e contando com a sincronicidade, acabei por me deparar com uma receita de cupcake de batata doce.

Analisando a receita já imaginei que poderia ficar bom, pois os pães que levam raízes ficam bem mais macios e húmidos. Com o bolo deveria ser mais ou menos assim. Até porque tem um bolo de chocolate que faço que leva abobrinha na massa e fica uma delícia!!

Então hoje resolvi testar e aprovei! Sempre gostei de experimentar coisas novas (influência paterna), mesmo que algumas vezes não seja tão bom quanto eu espero, mas acho que sempre vale experimentar o novo! Me lembro até hoje de uma viagem que fizemos para o nordeste. Estávamos numa sorveteria, e com aquela infinidade de sabores exóticos, eu (bem criança), vou e peço uma bola de chocolate e uma de flocos. Meu pai me chama a atenção e eu reflito e percebo que ele tinha razão. Na viagem seguinte, já mais velha, vou e peço um suco de tamarindo. Detestei! Mas pelo menos eu já sei que gosto tem tamarindo 😛 Mas na grande maioria das vezes eu gosto bastante dos sabores diferentes que me arrisco a experimentar!

E por que batata doce? Bom, quem nunca ouviu o trava língua do doce mais doce que o doce de batata doce? O único doce de batata doce que eu comi era de um restaurante em Piracicaba – SP, e gostei bastante. Com isso na memória, achei que seria uma boa pedida para um cupcake.

É claro que o bolinho não ficou com o mesmo gosto do doce, mas ficou bem interessante. A massa ficou húmida, como eu esperava e apesar de densa antes de assar, ao comer ficou super leve na boca. A cobertura de cream cheese com nozes dá o toque final, e a noz moscada na massa deixa um sabor marcante.
Adorei e recomendo para quem quer “fugir do padrão”!

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Cookies de chocolate e nozes

Desde 2010 que faço esses cookies. São tão maravilhosos que ainda não me atrevi a testar outra receita! Meus clientes sempre adoraram e  foi com a venda de cookies e cupcakes, além de outros bicos, que consegui juntar dinheiro para viajar e conhecer meu futuro esposo.

Além do mais é um dos poucos que leva aveia na massa, o que já deixa a gente com menos peso na consciência de comer muitos, pois honestamente, eu não consigo comer um só. Ainda mais quando acabo de tirar do forno. São IR-RE-SIS-TÍ-VEIS!!!!

Mas quando você compra eles não vêm quentinhos certo? Então é só por para aquecer uns segundinhos no microondas e pronto, vocês vão entender o que eu estou falando!

Eu em todo caso sou suspeita pois já falei da minha paixão por gotas de chocolate.

 

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Ficou curiosa(o)? Quer provar? Liga pra gente: 41-9101-9586 🙂