Método científico na cozinha

Por definição da wikipedia:
“O método científico refere-se a um aglomerado de regras básicas de como deve ser o procedimento a fim de produzir conhecimento dito científico, quer seja este um novo conhecimento, quer seja este fruto de uma totalidade, correção (evolução) ou um aumento da área de incidência de conhecimentos anteriormente existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências empíricas verificáveis – baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo – e analisá-las com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência.”

Depois de uma série de problemas servindo o desejado Petit Gâteau, que só no Brasil recebe esse nome, já que a mesma coisa na França se chama Moelleux au chocolat, resolvi literalmente investigar o que poderia ser o problema. 

Explico: ao assar o bolinho pelo tempo recomendado, quando o tirávamos do forno e íamos desenformar, o tal do bolinho (que começou a me irritar numa determinada altura!) desmoronava todo. Infelizmente não tenho nenhuma foto do que acontecia, mas a forminha ficava assim: 

petit gateau errado

Por aí vcs podem imaginar o que virava o tal bolinho… 

Continuava delicioso, mas visualmente era uma coisa horrorosa!! 

Depois de ler alguma coisa, desconfiei que o problema não estava na receita ou no processo de untar a forma, como poderiamos deduzir desta foto, já que temos massa grudada no fundo e nas laterais. 

Até que encontrei um site que dizia que todo o segredo do petit gateau não estava na receita. A dificuldade que todos dizem encontrar é decorrente do processo de assar o tal bolinho!

Mas ninguém diz isso nas receitas… só dizem assim: Receita infalível de Petit Gateau! 

Sendo assim, resolvi aplicar grosseiramente o método científico para ver “qual que era” a do meu forno. 

Como temos a possibilidade de trabalhar com dois tipos de bolinhos: refrigerados e congelados, obviamente que seriam tempos diferentes. 
Determinei 3 intervalos de tempo, com variação de 2 minutos entre eles, já que neste caso, isso faz bastante diferença. 

Há inúmeros fatores que não considerei, como a posição do bolinho no forno, o número de bolinhos que poderia assar ao mesmo tempo, quanto de calor o forno perde em cada abertura, a que temperatura deve chegar o bolinho, e talvez o mais importante: a real temperatura do meu forno. 

Temos um forno elétrico Fisher, antigo, pois não encontrei o modelo no site para referenciar melhor. Ele tem aquecimento inferior e superior, ambos reguláveis em desligado, mínimo, médio e máximo. Fornos elétricos normalmente possuem um controle de temperatura maior em comparação com os fornos a gás, mas para se ter certeza, só mesmo com um termômetro de forno, que ainda não temos. 

Considerando que o bolinho não tinha estrutura superior, ou seja, o fundo da forma, que recebia calor da parte inferior do forno não estava assando perfeitamente, já que a base (que recebia aquecimento superior) quase sempre queimava. 

Tendo isto em consideração, determinei que o aquecimento inferior deveria estar sempre no máximo e o superior entre médio e mínimo, dependendo do tempo de pré-aquecimento (10 minutos de pré aquecimento com o forno frio e 5 minutos com o forno já ligado). 

A partir daí, comecei os testes. Pré aqueci o forno a 250ºC por 10 minutos e retirei 3 bolinhos do freezer e enfilerei eles no forno, para facilitar na hora de tirar. 

O tempo padrão que nos foi informado para utilizar era de 12 minutos. 

Retirei o primeiro bolinho com esse tempo: resultado, desmoronamento. com apenas 2 cm de base estruturada. 

Segundo bolinho, 14 minutos: ok. Afundou um pouco a parte superior, mas as paredes estavam estruturadas e não desmoronou. Entretanto, a parte interna continuava levemente congelada. 

Terceiro bolinho, 16 minutos. Estrutura ok, mas quando parti o bolinho vi que a camada assada estava muito grossa, sobrando pouco recheio em calda no centro. 

Conclusão: tempo ideal para assar petit gateau de chocolate no meu forno: 15 minutos.

Outra coisa que alterei foi o método de resfriamento logo que se retira o bolinho do forno. O petit gateau nada mais é que um bolo mal assado. Ou seja, o recheio cremoso que aparece quando se parte o bolinho nada mais é que massa crua. Para que isso seja possível, o calor do forno assa primeiro as bordas, e como retiramos ele logo do forno, não houve tempo suficiente para assar o bolo por completo. Como forma de interromper o calor de chegar ao meio do bolo, e também de facilitar o processo de desenformar, há uma etapa de choque térmico, em que colocamos o bolinho em contato com algo frio para “interromper” o cozimento.

Inicialmente fazíamos isso enrolando a forminha num pano bem molhado. O que era um pouco trabalhoso. Sendo a água um melhor condutor, resolvi testar colocar a forminha em uma bacia com água. O resultado foi muito melhor, principalmente porque nos liberou para uma coisa muito importante na cozinha: tempo. Enquanto o bolinho esfria na água, tenho tempo de ir pegar o prato com o sorvete para poder rapidamente desenformar o bolinho e servir 🙂

Tudo isso para mostrar a vocês como o método científico pode nos ajudar a resolver problemas na cozinha 🙂 

Perfeito seria se nunca mais tivéssemos tido esses problemas, o que não foi o caso e já estou quebrando a cabeça para imaginar o que pode ser e meus palpites agora são para o forno =/

E vocês, já tiveram este tipo de problema? O que fizeram para solucionar? Me contem que vou adorar saber! 😉

Mississíppi Cake

Ganhei meu primeiro livro de bolos! Presente de Natal da minha madrinha 🙂

E resolvi testar logo a primeira receita do livro. Mississíppi Cake! Confesso que me deixo seduzir pelas fotos, por isso, para mim, todas as receitas deveriam vir com fotos!

Como o nome indica, é um bolo típico do sul dos Estados Unidos. E conforme pesquisei, é um bolo que sempre faz sucesso e é delicioso até o último pedaço! Por enquanto, estamos confirmando tudo isso 🙂

O resultado foi maravilhoso! Um bolo tipo brownie, mas mais húmido e macio. Com uma cobertura irresistível. Até o meu pai que não é fã de bolo de chocolate provou e gostou.

É um bolo diferente. É até difícil explicar o que o deixa diferente. A massa é densa mas ao comer uma fatia não temos aquela sensação de ter comido um bolo pesado. O cacau 100% e o chocolate na massa e depois na cobertura fazem toda a diferença. Adoro cobertura que vai chocolate “de verdade”!

Confiram as fotos!

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Gostou? É só encomendar! 🙂

Bolo de chocolate e frutas vermelhas

Já tem uns dias que tenho visto uma receita que dizem ser do melhor bolo de chocolate de sempre.

Essa história de “melhor bolo de chocolate” já é quase um mito. Em Portugal existe uma loja que se chama ” O melhor bolo de chocolate do mundo”. Ouvi falar desse bolo enquanto ainda estava no Brasil e a curiosidade foi crescendo. Quando fui experimentar, tive um misto de desapontamento e surpresa. Desapontamento porque para mim aquillo não é um “bolo” de verdade. A massa é uma espécie de suspiro de chocolate, e o recheio uma mousse. Para quem for de São Paulo, e quiser provar, eles tem uma filial por lá. A surpresa foi porque mesmo aquilo não sendo um “bolo” (dentro dos meus parâmetros classificatórios de bolo), ainda era muito bom!

Depois conheci o bolo de chocolate da Landeau Chocolate. Que foi eleito pela Time Out o melhor bolo de chocolate de Lisboa. O engraçado é que a história da proprietária é ligeiramente parecida com a minha. Uma profissional de outra área, que fazia bolos para ter uma grana extrar e depois do concurso resolveu abrir seu próprio negócio. Acho que preciso de um concurso! 😛
Enfim, o bolo! Esse já é um bolo “de verdade”, com massa mais tradicional. Também é muito bom, mas não me chamou muito a atenção.

Então, sempre que vejo algo do tipo “o melhor de sempre”, eu quero testar para ver realmente se é verdade. Para os cupcakes eu já encontrei o melhor cupcake de chocolate, este aqui da foto:

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Mas ainda faltava um bolo para poder dizer que era o melhor, apesar de que eu acho que é muito provável que surjam outros 🙂 Por isso, no quesito “melhor de sempre”, para o meu paladar, essa massa que fiz está divina!

Para completar a loucura chocolática, recheei com ganache de chocolate meio amargo.

Mas como eu adoro contrastes de sabores, para quebrar a monotonia, optei por fazer a cobertura de frutos vermelhos. Adoro o azedinho que eles trazem! E este é mais um bolo que entra para a categoria OMG (ohh my God!).

Adorei o resultado e aproveitei para me divertir na confeitagem. Espia só:

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E o resultado final foi esse:

 

 

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Um bolo leve, com um sabor marcante de cacau, doce na medida, com constraste de sabores e, viciante! Eu me seguro e mesmo assim se deixar como uns 5 pedaços num dia :X

Uma coisa que aprendi com esse bolo é que ele fica MUITO melhor em temperatura ambiente. A massa fica muito mais fofa, a ganache derrete na boca e a cobertura azedinha aerada finaliza a explosão de sabores!

E vocês, tem algum prato ou bolo que é o “melhor de sempre”?

Cookies de chocolate e nozes

Desde 2010 que faço esses cookies. São tão maravilhosos que ainda não me atrevi a testar outra receita! Meus clientes sempre adoraram e  foi com a venda de cookies e cupcakes, além de outros bicos, que consegui juntar dinheiro para viajar e conhecer meu futuro esposo.

Além do mais é um dos poucos que leva aveia na massa, o que já deixa a gente com menos peso na consciência de comer muitos, pois honestamente, eu não consigo comer um só. Ainda mais quando acabo de tirar do forno. São IR-RE-SIS-TÍ-VEIS!!!!

Mas quando você compra eles não vêm quentinhos certo? Então é só por para aquecer uns segundinhos no microondas e pronto, vocês vão entender o que eu estou falando!

Eu em todo caso sou suspeita pois já falei da minha paixão por gotas de chocolate.

 

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Ficou curiosa(o)? Quer provar? Liga pra gente: 41-9101-9586 🙂

“A” cobertura!

A semana que passou eu tive a oportunidade de presentear uma amiga com um dos meus bolos!

Escolhemos o bolo de prestígio e só…

E lá fui eu à caça de uma receita de prestígio. Mas não encontrei nenhuma “completa”, como eu tinha em mente. Então fui pegando uma coisinha de cada lado! Eu queria uma massa de cacau, um recheio com coco fresco e uma cobertura leve.

Como esse bolo eu tive a oportunidade de provar, e digo que gostei bastante do resultado. Mas para um bolo prestígio, acho que ainda dá para melhorar! A massa ficou da cor que eu queria, bem escura, contrastando com o branco do recheio, mas achei ela um pouco pesada. Uma massa mais leve teria ficado mais saboroso. O recheio ficou gostoso, não muito doce, mas ainda testaria umas outras opções antes.
O melhor disso tudo para mim foi a cobertura! Há tempos eu queria testar o tal do “buttercream de merengue suiço de chocolate”, que encontrei aqui: http://www.cupcakeando.com.br/receitas/buttercream-de-merengue-suico/

O que me fez querer testar essa cobertura foi a cor e a textura que aparentava ter. A cor me lembrava um bolo de padaria que eu comia quando era criança. Fiquei super curiosa! Como nossas memórias de criança ficam tão marcadas! 🙂

Mas o resultado me surpreendeu! Que maravilha de cobertura! Adorei ela para confeitar e o sabor então, INCRÍVEL!!!!
Tanto que o que sobrou, uma parte eu congelei para testar e a outra estou comendo às colheradas  😡

Finalmente, as fotos do bolo! Só faltou uma foto da fatia, que na empolgação da festa, esqueci de tirar 😦

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E já sabem, com desejo de um bolo que lembre sua infância, é só falar com a gente!

Muffin com gotas de chocolate meio amargo

Ontem resolvi testar uma receita de muffin com gotas de chocolate.

Pela receita parecia sem graça, mas tenho testado receitas mais “leves”, pois aí posso oferecer ao pequeno, e meu esposo prefere assim também.

Mas quando senti o cheirinho dos muffins saindo do forno, me segurei para não comer um antes do almoço.
Mantive-os no forno (para o chocolate não endurecer) e logo tivemos nossa sobremesa.

OMG!!! Na hora me veio um insight: sou apaixonada por gotas de chocolate! ahahhaha

E então tudo fez sentido. Entendi porque não conseguia parar de comer cookies quando fazia em casa, ainda mais quando acabavam de sair do forno. Tudo por causa das gotas de chocolate derretendo…

Como não posso oferecer a todos, fiquem com uma foto para terem uma ideia do que estou falando!

E se morarem em Curitiba, é só encomendar!

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